Do tópico DELICADA CERTEZA...MICHELLE PORTUGAL!

Minha alma chora
Minha alma chora um rio inteiro
E desmancha-se em minhas entranhas
Torrente de angustia e dores tamanhas
Tal qual o dardo ao alvo, certeiro.
São melodias entoadas no peito
Descompassado e entregue a essas vozes
Que sussurrando, em tons frios e velozes,
Trazem o funesto som ao meu leito.
Enquanto o mundo dorme lá fora
E a relva banha-se nas mãos da brisa,
Esses pesares em mim eterniza
A dor que em meu seio tanto aflora.
Já não gotejam na vista cerrada
Os pingos de minha alma infeliz.
E sobrevivo, então, por um triz
Ao bombardeio da vida malvada.
Michelle Portugal
...
Minha alma chora um rio inteiro
E desmancha-se em minhas entranhas
Torrente de angustia e dores tamanhas
Tal qual o dardo ao alvo, certeiro.
São melodias entoadas no peito
Descompassado e entregue a essas vozes
Que sussurrando, em tons frios e velozes,
Trazem o funesto som ao meu leito.
Enquanto o mundo dorme lá fora
E a relva banha-se nas mãos da brisa,
Esses pesares em mim eterniza
A dor que em meu seio tanto aflora.
Já não gotejam na vista cerrada
Os pingos de minha alma infeliz.
E sobrevivo, então, por um triz
Ao bombardeio da vida malvada.
Michelle Portugal
...

A CHAGA
Memória figurando em minha peça
Solidão desfazendo o figurino
Alegria que pra vir não se apressa
Noite e dia: total desatino.
Resquícios de uma dor que não cessa
Fragmentos da luz de um sol a pino
Alumiam a escuridão que em mim atesta
Tal sofrer ser adágio do destino.
Visto-me de panos desalinhados
Pensando vir à mostra a formosura:
Quero ação num corpo inanimado.
Vislumbrando este rosto em amargura,
Firo mais o meu peito mutilado
E sabedor dessa chaga sem cura.
Michelle Portugal
...
Memória figurando em minha peça
Solidão desfazendo o figurino
Alegria que pra vir não se apressa
Noite e dia: total desatino.
Resquícios de uma dor que não cessa
Fragmentos da luz de um sol a pino
Alumiam a escuridão que em mim atesta
Tal sofrer ser adágio do destino.
Visto-me de panos desalinhados
Pensando vir à mostra a formosura:
Quero ação num corpo inanimado.
Vislumbrando este rosto em amargura,
Firo mais o meu peito mutilado
E sabedor dessa chaga sem cura.
Michelle Portugal
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