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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010



Do tópico SHOW DE SENSIBILIDADE... MÁRCIA DE SÁ!

Há um eco

Há um eco entre montanhas
Um eco grave, mas inaudível
Impreciso mas intrínseco
Amargor da garganta a doer
Há um eco labirinto
Há um eco em forma de lágrima
Este eco é meu grito
Que do coração exala
Explodindo em céu de vidro
Há um eco de criança
Pouca dança de alegria
Fantasia em berro solto
Há um eco de agonia
Há um eco de tristeza
Na lamina deste dia
O primeiro dentre muitos
Eu me sinto tão vazia
Há um eco de guerreiros
Medievais estrangeiros
Sintomas de guerra santa
Estridentes pontas de lanças
Há um eco em meu silencio
E eu escuto a toda hora
Mas há fogueiras ardendo
Nas inquisições das horas
E meu eco será alto
Das montanhas bandeirolas
Cavalheiros dos destinos
Clamo por ti agora!

Márcia Poesia de Sá

..

Em teus olhos

Meu céu que antes repleto de estrelas
Enegreceu de forma trágica
Desaparecendo em um negro manto
Todas as estrelas cometas e sonhos
Desapareceram as assinaturas de Deus

Voaram pelas janelas como folhas secas
Sonhos de planetas tantos...
Ah! E neste frio insondável
Congelei por instantes!
Senti os veios do bloco de gelo em meu coração
Até que...

Algo começa a dissolver
E por entre o gelo posso ver
Uma luz vermelha pulsante
Forte e brilhante como rubi
Era você novamente a surgir
Pedindo, implorando para re-existir
Resistir...

E quando olhei em teus olhos, senti
Que nada havia congelado
E em gotas me vejo derreter
Minha pele volta a aquecer
Já não sou eu, sem você...

Eu te amo! Minha poesia...
Vamos juntas, vamos?
Repintar as estrelas do firmamento...
Re-colorir os céus...
Rasgar raios em madrugadas

Abraça-me!
Escreveremos um novo raiar
Uma nova estrada esta a nos esperar
E os primeiros passos
Estão aqui.

Márcia Poesia de Sá

...

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