Do tópico MARLENE, A ESTRELA DA POESIA!

Minha paisagem é por inteiro!
Sem ovelhas nem pastores,
Mas com galinhas brancas no galinheiro,
O abacateiro...
Roupas coloridas no varal
O pé de amoras, o formigueiro...
Até o cheiro do quintal!
Tudo fica numa caixinha,
Bem ao lado da ladainha
Que minha mãe punha-se a rezar,
Lá no fundo da memória.
E quando eu quero recordar,
Abro, devagar, a caixinha,
E a menina que está lá dentro,
Vem correndo me buscar!
E nós saímos de mãos dadas,
Ela me ensina a temer nada,
E numa cúmplice parceria,
Ela me reconstrói a alegria,
Do pé descalço na enxurrada,
De olhar o arco íris
Logo depois da chuvarada!
E quando ela volta pra caixinha,
Que gracinha!
Bem velhinha!
Aí sou eu que começo a engatinhar!
Marlene C N
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DESTINO CRUEL
Eu fui tua e tu fostes meu!
Falei a ti com voz emocionada.
_Da maneira mais intensa, eu também fui teu!
Dissestes, sobre nossos antigos laços.
E eu me retorno àquela noite fria,
Em que muito calor havia
No meio dos nossos abraços
Em que fizemos um amor encantado.
Tento reter na minha lembrança os teus traços,
O sabor e a ternura do teu beijo e
A intensidade de teu desejo
Com meu corpo entre os teus braços
E o delírio do teu sexo apaixonado
Deixou tua semente no meu ventre espalhada
Que brotou de maneira linda e inesperada
Mas foi como um alvorecer num barco furado:
A beleza do nascer do dia,
E as águas invadindo a proa!
Destino cruel que nos afastou à toa...
MARLENE C N
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