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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011


PEQUENAS GRANDES PÉROLAS!


* * * * *
Para voce amor!

Quando voce não vem;
A saudade escorre pelos vãos da casa
Pois voce é parte da minha paisagem
Cheiro do meu mar, meu amar
Ès a marca dos deuses
As linhas da minha mão
O silêncio que me basta
Olhar que me vê por dentro
Brisa , áurea
Clarão da minha alvorada
Sabor de mel do prazer
Cântico do amor sonhado
Canto estrelado do céu....

Luar que fere as montanhas
Chuva fértil do meu ser
Carinho há tanto esperado
Voce é o encontro de mim...
IFã que preside o destino
Fogueira viva, beleza calma
Perfume de primavera
Liberdade da minh"alma
Pensamento que gosto de ter
Habitas os meus desejos´
OGÀ-MI
MAKTUB!

Nice Canini


* * *
Chiado de Chuva

Para debaixo do guarda-chuva
Trago todos os meus achados
E entro embaixo da lona
Lado a lado aos tesouros guardados

Inda que o céu seja cinza
Cerzindo o sol de janeiro
Brilha sempre um arco-íris
Debaixo do meu sombreiro

E assim que a chuva passa
Os segredos viram estrelas
O sorriso se desembaça

E cora-se a face, centelha vermelha
Tilinta o silêncio da noite
Acende-se o céu pelas beiras

Célia Sena


* * *

BALÉ DAS CORES

Chegou em pé de valsa
o amarelo vibrante
chamou pra dança
o verde errante

Caíram no samba
o azul e o vermelho
festa de bamba
faz o reflexo do espelho

Roxo e cinza escuro
traçaram um tango
o preto e o laranja maduro
esquentaram o mambo

O rosa trouxe o balé clássico
na ponta da sapatilha
o dourado brilhou básico
no samba-enredo da ilha

O balé de todas as cores
faz inveja ao dançarino
de todos os sabores:
Carlinhos de Jesus, o bailarino

Anorkinda


* * *

Uma mesa e alguns papéis

Procuro no dicionário e não encontro
meia palavra para meu conto
Rabisco aqui alguns papéis
e espalho-os pela mesa
As horas passam e nada surge
nem uma ideia de sobremesa
Então eu rabisco insistente
até que ela chega de repente
Mas, como uma estrela cadente
ela ilumina um instante
breve e vai embora
Boto na vitrola um disco antigo
talvez surja uma historia
de coisas que aconteceram comigo
afinal passei por bons e maus momentos
Eu sei o que é sofrimento e alegria
Eu sei o que é gozar e relaxar
Já rasguei o véu que me encobria.

Joseph Dalmo


* * *
ROSA DE MINAS

As flores cresceram assustadoramente
Estão quase falando,
Estão lindas!
Continuam florescendo,
Floreando... floroseando...
Encantadas, encantando.
Derramam-se em pétalas
De todas as cores,
Até mesmo as que não existem
Surgem no silêncio de cada uma.

Amélia de Morais


* * *


ACALANTO

A dor assola
o peito chora
o silêncio olha.

A vida passa
sem graça
na raça.

O olhar triste
a dor insiste
o peito resiste.

Vida, quem compreende?
dor que não se entende
e de repente...
o riso, Deus surpreende.

DANNIEL VALENTE


* * *

A lágrima caída não volta à alma

Dos maiores erros que incorremos
A precipitação tem destaque cabal
Julgamos, operamos e ofendemos
Sem analisar destroços, todo mal!


O primeiro impulso e sentimentos
Obrigatoriamente deveria ter freio
Finda sempre em arrependimentos
Só resta corrigir o trincado alheio.

Os cristais se quebram, nada cola
Rogar desculpa não é o suficiente
Na face queimou a lágrima quente

Imo estilhaçado, chora sem culpa
Há uma injustiça, e nada acalma!
A Gota caída jamais volta à alma!

ღRaquel Ordonesღ


* * *
Fugiu com a Lua

Chegou de mansinho
Com cheiro da alvorada
Esperou a noite e com
a lua, fugiu na madrugada.

Na silenciosa fuga
Levou consigo
O provável tiro certeiro,
O alvo? Meu nobre coração!


Diná Fernandes


* * *

Retrato da Memória

Assim pairam minhas memórias
Repletas de infindas histórias
Onde em cada canto descansa uma saudade
Em cada pouso repousa uma palavra

De quando em quando recolho uma braçada
Que desabraço no voar dos ventos
Que balançam soprando lento
Levando cada palavra

Lavrada no âmago de cada enredo vivido
Aspirados às largas lufadas
Que me inflam os pulmões do aroma da vida
Gravada à grafite na sucessão dos anos idos

E sempre hei de sentir
O cheiro agridoce de papel guardado
Porque neles nascem, crescem
E permanecem eternos, até que o tempo apague,
Cada pedaço de mim

Célia Sena


* * *
Eu, nos azuis dos sonhos



Maravilhosamente azuis
São os olhos que me fitam.
E descoberta nesse
espaço de deslumbre,
Solto, sem pudores,
A corda que me prende
A roupa ao corpo.

E mergulho, nua,
Nos azuis dos sonhos.
E me entrego, sua,
No sentir dos tatos
No sabor das peles
No odor dos atos

Maravilhosamente
Eu

Arabela Morais

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2 comentários:

Raquel Ordones disse...

tudo isso é perfeito


beijosss!!!

A.J. Cardiais disse...

Meu Kindin, eu passei por aqui e deixei um beijo. (tá escondido)