Tópicos

sábado, 27 de fevereiro de 2010



Do tópico CHEIRINHO DE ÁCARO COM ARCADIA!

A Tristeza Pisca Meus Olhos


E se os olhos lacrimejam,
Disfarçadamente, Você pisca

E sorri, meio sem graça,
Que está tudo bem.

Suspira, deixando o vento
Aliviar seu rosto,

E tudo faz lembrar,
Forte sentimento que não quer desaparecer.

E os olhos lacrimejam e você pisca,
Liberando que as lágrimas escorrem pelo rosto.

Sinto tristeza...você diz.
Sinto saudade...você chora.

Um abraço pra aliviar.
Um beijo no rosto para acalmar...

Rod. Arcadia

....



Sorriso Sorrisos Sorrisos...Urgentes

Era muito urgente, isso todos sabiam,
No meio da rua, urgente que até a vovó preparou
Sua cadeira de balanço na varanda.

Urgente demais, fez o casal interromper seus romances
No ritmo de uma canção love story,
A donzela abrir a janela e limpar suas lágrimas,

A dona da noite ajeitar sua saia curta.
Urgente que nem precisava negar,
Muito menos fechar os olhos e guardar no coração.

E o menino vem, aproximando, olhos da multidão,
Penetrados no menino, vem com sua bicicleta,
Anunciando para multidão, para a cidade inteira.

Sorrisos sorrisos sorrisos urgentes.
Tragam alegria para essa gente, tragam
O lumiar de um novo mundo que está nascendo.

Sorrisos sorrisos sorrisos...urgentes.
Vai passando o menino na bicicleta,
Vovó da cadeira de balanço sorri

Lembrando de antigas paixões,
O casal voltando, planejam um amor eterno,
Ao som do love story,

A donzela não quer mais ser encanada
Nunca mais, quer sorrir como jamais sorriu,
A dona da noite procurará pela filha

Do outro lado do mundo
E a multidão vai falando de boca a boca,
Na cidade que não quer dormir.

Um mundo novo que vem nascendo,
Sorrisos sorrisos sorrisos...urgentes
Vem a fanfarra trazendo confetes.

Rod. Arcadia

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010



Do tópico O MEL DE RAQUEL!

(pintura de Vicente Romero)

Acordo no Alento

Pois o que tenho
Por dentro
É meu sustento...
Só de pensar
Me vejo o sonhar
É imaginação que voa
Por saber que em
Algum lugar você existe...
E a qualquer
Momento eu
Posso te encontrar.

ღRaquel Ordonesღ

...

(pintura de Giuseppe Dangelico)

Outro tipo de nudez

Talvez a verdadeira excitação
Esteja em ver uma mulher se despir
De sentimentos reais
E verdades que possa sentir...

Essa seria a nudez perfeita
Despir se emocionalmente
Mas complexo e intenso
Com significado diferente...

Assistir uma mulher desabotoar
Suas historias e fantasias
Amores e desamores
Tristeza experiências e alegrias...

Erótico é ver uma mulher
Que sorri e também chora
Que fica linda sendo sincera
Que vacila, mas ignora...

Fica uma delicia sendo divertida
Que deixa maluco ate um inteligente
Que não esconde seus defeitos
Uma mulher que diz o que pensa e sente...

Deveríamos nos orgulhar de nossas falhas
Que nos tornam mais humanas
E não como seres alterados
Que viram boneca de porcelana

Arrebatador é assistir
O desnudamento de uma mulher
Que guarda seus segredos
E sabe exatamente o que quer...

Talvez uma mulher que evidencia
Sua estética e sua forma extravagante
Tem coisas mais lindas a mostrar
Revelar seu interior é muito mais importante...

Vou sempre continuar dizendo
A minha opinião e o meu valor
Despir nossa alma e mostrar o que somos
Não conheço strip-tease mais sedutor...

ღRaquel Ordones





Do tópico IRREVERÊNCIA E PROFUNDIDADE DE P. VIAJEI!

Madre Joana dos Anjos

Madrecitas
Ai! Ai! Queridas
Joana a louca
esquisita!
Muchas Gracias
Senhorita!
Cabacito por las mañanas,
Hay que endurecer
con las putanas.

Arriba muchachas
Casou Mãe Joana!
Alí é que é fé
Cabaré,
Engasga gato
Escorrega
Después
¡Hola, que tal!
¿Dónde Está la Pindurica?

P.Viajei

...


É pra já!

Se, dizer o mundo é
pra pouca história
o mundo é
pra quem ignora!

Como um punk rock
old school
Replicantes
resolver
os problemas do mundo
é coisa de vagabundo!

P.Viajei


Do tópico FT...O MENINO POETA GENIAL!


"Espelho espelho meu"

Dos contos de fadas
Das criaturas aladas
Submundo do 'eu'
Às vezes, a ti, venero
Por vezes, não quero
Com esmero me ver
Pra pedir um renascer?
Não pelo que sinto
mas pelo que vejo
pois sinto desejo
e desejo, ao me ver,
ser extinto
Sinto-me em essência
quando deixo de olhar
Vejo-me em decadência
quando me insisto em flertar
Com os olhos do rosto
Eventual desgosto
Com os olhos da mente
Sinto-me contente
Dois olhos, dois espelhos
Espelho e espelho meu
Conselhos
Um eu e um 'eu'
Argh! Neste espelho exterior
que me fita sem amor
só me mostra a beleza
que me abdico,
com clareza por testemunhar-me
interior.

Osvaldo Fernandes

...


.: Ser Interior :.

Ser
que deveras pensa
de amplitude imensa
imagina o mundo
tão profundo
que se perde à crença

De ser o ser
da mente criativa
e destrutiva
Muitas vezes ativa
muitíssimas mais, inativa
do simples viver

Um mundo mágico
onde tudo é apreço
onde tudo mereço
onde ignoro-me o trágico
onde esqueço meu endereço

Que é na rua-presença
de estar neste mundo
que mesmo imundo
é real, e de amor tem carência
e que eu tenha paciência
de me ser no real
e não mais no profundo

De mim
que inventa desejos
almeja em lampejos
e enfim
deixa os bocejos
Da imaginação
tirar-me da ação.

Pois agindo
transformo sonho real
em algo material
potencializando cá fora
este agora
palpando, na mesmíssima hora
o real do surreal.


Osvaldo Fernandes

Do tópico DELICADA CERTEZA...MICHELLE PORTUGAL!


Minha alma chora


Minha alma chora um rio inteiro
E desmancha-se em minhas entranhas
Torrente de angustia e dores tamanhas
Tal qual o dardo ao alvo, certeiro.

São melodias entoadas no peito
Descompassado e entregue a essas vozes
Que sussurrando, em tons frios e velozes,
Trazem o funesto som ao meu leito.

Enquanto o mundo dorme lá fora
E a relva banha-se nas mãos da brisa,
Esses pesares em mim eterniza
A dor que em meu seio tanto aflora.

Já não gotejam na vista cerrada
Os pingos de minha alma infeliz.
E sobrevivo, então, por um triz
Ao bombardeio da vida malvada.


Michelle Portugal

...

A CHAGA


Memória figurando em minha peça
Solidão desfazendo o figurino
Alegria que pra vir não se apressa
Noite e dia: total desatino.

Resquícios de uma dor que não cessa
Fragmentos da luz de um sol a pino
Alumiam a escuridão que em mim atesta
Tal sofrer ser adágio do destino.

Visto-me de panos desalinhados
Pensando vir à mostra a formosura:
Quero ação num corpo inanimado.

Vislumbrando este rosto em amargura,
Firo mais o meu peito mutilado
E sabedor dessa chaga sem cura.


Michelle Portugal

...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010


Do tópico A DOÇURA DE MAVIE!


REALEZA DA DOR

Choro em silêncio o meu pranto
das dores que trago em meu peito
mesmo que acredite não ter jeito
por vezes insisto e ainda canto.

Com as mãos tremulas e sem coragem
Longe de qualquer inspiração
procuro encontrar exatidão
e arrisco então uma mensagem.

Procuro, mesmo que pequena
inspiração em minha verdade
supero a dor que envenena
enfrento a realidade.

Transcrevo em letras minha alma
Da tristeza tento poesia
Quem sabe exista beleza
Na realeza da dor minha.

Mavie Louzada.
....



VERDADE?

Onde está a verdade
que não foi contada, nem escrita?
Talvez deixada nas entrelinhas
com gostinho de será!

Será que passou batida,
calada, despercebida
ou está um tanto assanhada
andando por outro lugar?

Verdade as vezes confusa
que chega um tanto obscura
entrelaçada por véus
que não nos deixam enxergar.

Serão falsas verdades
ou verdadeiras mentiras
cantadas em rimas pobres
colhidas em rimas ricas?

Mavie Louzada.


Do tópico MARLENE, A ESTRELA DA POESIA!

DE MÃOS DADAS


Minha paisagem é por inteiro!
Sem ovelhas nem pastores,
Mas com galinhas brancas no galinheiro,
O abacateiro...
Roupas coloridas no varal
O pé de amoras, o formigueiro...
Até o cheiro do quintal!

Tudo fica numa caixinha,
Bem ao lado da ladainha
Que minha mãe punha-se a rezar,
Lá no fundo da memória.

E quando eu quero recordar,
Abro, devagar, a caixinha,
E a menina que está lá dentro,
Vem correndo me buscar!
E nós saímos de mãos dadas,
Ela me ensina a temer nada,

E numa cúmplice parceria,
Ela me reconstrói a alegria,
Do pé descalço na enxurrada,
De olhar o arco íris
Logo depois da chuvarada!

E quando ela volta pra caixinha,
Que gracinha!
Bem velhinha!
Aí sou eu que começo a engatinhar!

Marlene C N

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DESTINO CRUEL


Eu fui tua e tu fostes meu!
Falei a ti com voz emocionada.
_Da maneira mais intensa, eu também fui teu!
Dissestes, sobre nossos antigos laços.

E eu me retorno àquela noite fria,
Em que muito calor havia
No meio dos nossos abraços
Em que fizemos um amor encantado.

Tento reter na minha lembrança os teus traços,
O sabor e a ternura do teu beijo e
A intensidade de teu desejo
Com meu corpo entre os teus braços

E o delírio do teu sexo apaixonado
Deixou tua semente no meu ventre espalhada
Que brotou de maneira linda e inesperada
Mas foi como um alvorecer num barco furado:

A beleza do nascer do dia,
E as águas invadindo a proa!

Destino cruel que nos afastou à toa...

MARLENE C N

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010


CAVALHEIROS DA POESIA

Este é o tópico/movimento de parcerias sublimes
entre os amigos poetas e as poetisas da Pequenos Grandes Poetas


TRÊS DELICIOSAS VALSAS POÉTICAS:

No Batimento da Poesia

Olhei-a, ao passar célere à porta
E nela desejei, tive esperança
- senti que o desejo bate na Aorta -
de propulsar compasso à nossa dança...

Eu vi o seu olhar, a sua entrança;
E o meu coração se fez de vítima
portadora insana da poesia lírica
entregue em seus braços a bailar....

Deti-a no meu braço, e no pé, alço
o voo além dos céus! Na melodia
que se dançou sublime ao cadafalso...

E na arte teatral da vida: sem limites
bailamos, eu e tu, na Poesia
n'amor encantado de Fantasia!

Márcia Poesia de Sá & Osvaldo Fernandes

...


Bailando amizade em trovas

Dou-te minha mão poeta
E nesta dança me entrego
Na poesia em rimas
Na amizade que aquece

E com tudo em cima
Jogo a lenha na fogueira
Sabendo que você me mima
Fico sem "eira nem beira"

Dancemos pois nossos passos
Em brincadeiras de sempre
Um poeta da alegria!
Que meu sorriso cativa

Regamos juntos a emoção madura
Sem compromisso, com fidelidade
Como uma belíssima armadura
Qua sempre Protege nossa amizade

André Anlub e Márcia Poesia de Sá

...


APENAS UMA FANTASIA


Meus pensamentos divagam
Por outros que ainda vagam...

Teu rosto em minhas retinas,
Teus olhos são purpurinas
E a mente voa sem rumo
No momento em que me aprumo,
Te convido pra valsar
E nestes versos bailar.

Suplicantes, os olhos se encontram
Divagantes, as mentes se tocam
No mesmo sentimento de anseio
O mesmo pulsar do peito ao seio...

E anseiam um bailar ineloquente
Perder-se do que é prudente
E fingindo ser displicente, permitir
Este descabido desejo a infringir
Todas as regras da boa convenção
Que nestes versos brincam de ser paixão!

E neste compasso de rimas e letras
Palavras são melodias
Poemas são operetas
De cores, brilho e alegrias
Onde dois poetas dançam
A mais pura fantasia!

Celso Mendes & Viviane Ramos



Do tópico SHOW DE SENSIBILIDADE... MÁRCIA DE SÁ!

Há um eco

Há um eco entre montanhas
Um eco grave, mas inaudível
Impreciso mas intrínseco
Amargor da garganta a doer
Há um eco labirinto
Há um eco em forma de lágrima
Este eco é meu grito
Que do coração exala
Explodindo em céu de vidro
Há um eco de criança
Pouca dança de alegria
Fantasia em berro solto
Há um eco de agonia
Há um eco de tristeza
Na lamina deste dia
O primeiro dentre muitos
Eu me sinto tão vazia
Há um eco de guerreiros
Medievais estrangeiros
Sintomas de guerra santa
Estridentes pontas de lanças
Há um eco em meu silencio
E eu escuto a toda hora
Mas há fogueiras ardendo
Nas inquisições das horas
E meu eco será alto
Das montanhas bandeirolas
Cavalheiros dos destinos
Clamo por ti agora!

Márcia Poesia de Sá

..

Em teus olhos

Meu céu que antes repleto de estrelas
Enegreceu de forma trágica
Desaparecendo em um negro manto
Todas as estrelas cometas e sonhos
Desapareceram as assinaturas de Deus

Voaram pelas janelas como folhas secas
Sonhos de planetas tantos...
Ah! E neste frio insondável
Congelei por instantes!
Senti os veios do bloco de gelo em meu coração
Até que...

Algo começa a dissolver
E por entre o gelo posso ver
Uma luz vermelha pulsante
Forte e brilhante como rubi
Era você novamente a surgir
Pedindo, implorando para re-existir
Resistir...

E quando olhei em teus olhos, senti
Que nada havia congelado
E em gotas me vejo derreter
Minha pele volta a aquecer
Já não sou eu, sem você...

Eu te amo! Minha poesia...
Vamos juntas, vamos?
Repintar as estrelas do firmamento...
Re-colorir os céus...
Rasgar raios em madrugadas

Abraça-me!
Escreveremos um novo raiar
Uma nova estrada esta a nos esperar
E os primeiros passos
Estão aqui.

Márcia Poesia de Sá

...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010



Do tópico A LÍRICA E O ENCANTO DE MARÇAL FILHO!



Homens e Poetas

-Diga poeta por que
insiste dizer-se
diferente...
Acaso pensas
que é mais gente?

Por que age frente
à vida num acreditar
constante...
Se o que desta
o que vale mesmo
é o aqui é o palpável
é o agora?...

O que importa poeta
se no fim, todo mundo
bate de frente
desespera, se agride
depois chora?...

O que te importa poeta?
Pensas que agindo assim
com esse seu jeito tolo
acredita mesmo que alguém
prestará atenção a você?
Alguém um dia sequer
te ouvirá?

Acreditas mesmo nisso?
Nada muda, nada resta
nada importa...

Nada falas?...
Diga alguma coisa...

- Espere, por favor,
depois nos falamos
deixe-me ajudar
aquela criança que está
tentando alcançar aquela flor!

Marçal Filho.
....
O último Verso

Quisera encontrar o verso
para fechar o poema teu,
não o encontrando porém;

resolvi prender você na alma...
Só a soltarei ao terminar
o Poema...

Tenha paciência: ando tão sem inspiração!!!...

Marçal Filho





Do tópico GENIAL!!! LCPVALLE!!



Rimo telha com abelha
E daí? Que mal há nisso?
Escrevo sem compromiso
Eu pego as letras no chão

Rimo esmo com torresmo
O que é que tem? Não faz doer
Não escrevo por dever
É feito café com pão

Rimo horário com armário
Incomoda? Não está na moda?
Então pega a baiana e roda
É popular, é pro povão

Rimo missa com noviça
Tem alguém que lê e cala
E é então que você fala:
Já vem com religião!

Rimo da forma que quero
Seja com jeito ou defeito
Escrevo o que vem do peito
Do fundo do coração.

LCPVALLE

...
QUEM NÃO ERRA?


Quem pensa que não erra
Não se refaz
Não dá refresco
Não tem reflexo
É apenas uma sombra
Sem nexo.

Talvez não seja mais
Que um lampejo
De algo que lhe foi negado
Um desejo
Que o torna um tanto assim
Sobejo

Quem pensa que não erra
Mesmo calmo, a fala berra
Porque pensa que em si
O texto encerra
Porque pensa que flutua
Sobre a terra.

LCPVALLE

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


PEQUENAS GRANDES PÉROLAS DA SEMANA!



SUA MINHA CANÇÃO
.
Como se suas palavras
brotassem das minhas mãos,
pintassem o meu papel.

Como se sua poesia
me abrisse ao meio,
me expondo ao mundo inteiro.

Como se sua música
nascesse da minha garganta,
soasse na minha boca.

Como se seu ritmo
explodisse pelo meu corpo
dançando mundo afora.

E sem ser a autora,
solicito a parceria,
como se fosse eu.

Amélia de Morais


Seja Feliz


Seja feliz respirando o ar,
Abrindo os braços, suspirando.

Seja feliz admirando meninas brincando
No balanço, meninos com suas pipas.

Seja feliz ouvindo uma boa música,
Comendo seu doce preferido

E amando a pessoa amada
E desejando que todos estejam felizes

Como você, como eu
Como o mundo e o sol que sorri.

Rod.Arcadia



Poetisa Temática

Penso, considero, então escrevo;
Sinto, ausculto, logo transcrevo...
Sou minhas idéias, poetisa temática.
Métrica? Cabulei aulas de matemática...

Batucam no coração do poeta, os temas
Como cutucam em minha alma, os dilemas.
A caneta derrapa em curvas de des-inspiração
E o piloto tenta não perder o rumo da emoção

Sigo aquele velho caminho; o meu instinto
E a poesia é a estrela-guia, não minto...
Quero derramar no papel meu pensamento,
E feito verso, viajar aos quatro ventos.


Rosemarie Schossig Torres



* PROPORÇÕES *

O que vejo além do limite dos meus olhos
já ultrapassa a dimensão do imenso,
porém parece-me imensamente pequeno
quando além desse limite penso.

Pensando, já fui aos extremos de tudo
e por lá parei, sem saber o que fazer,
pois o pensamento não define
aquilo que os olhos não podem ver.

Assim, pensando, olhei para uma formiguinha
dessas que catam migalhas no chão,
pareceu tão pequena aos meus olhos
que forçou o exercício da imaginação...

Nas proporções entre tamanhos, imaginei,
somos universo dentro de universo,
infinitos no sentido do crescimento da grandeza
mas infinitos, também, no sentido inverso.

Uma célula invisível transborda de vida
e dentro de mim existem bilhões,
tantas quanto as estrela do céu
que ultrapassam os limites das visões.

Mas o que mais impressiona nas proporções
por onde viajei através do pensamento,
é a harmonia entre todas as razões
interpolando-se no mesmo fundamento.

Voltando ao meu estágio proporcional
volto também ao ponto de partida,
com a certeza de que a proporção divinal
é o berço maior de toda vida!

Rui E L Tavares



Como criança

Como criança prefiro,
levar a vida na dança...
Aos golpes, beijos desfiro
refazendo a esperança...

E, como criança minto
para as dores enganar,
dizendo que a dor não sinto
e assim eu posso ir brincar...

Como criança, desfaço
o meu verso adulto, austero...
Colho flores, ponho um laço
e alegrar o verso, espero...

Starassiuk




O primeiro amor

Ainda é cedo
E temos tanto tempo
É novo o nosso encanto
E há tão pouco medo

É tão cedo ainda
Tempo nos vem sobrando
A graça é tão infinda
E não existe engano

Há tanto tempo
E há razão na ilusão
Há o sopro do bom vento
E a terna comunhão

Michelle Portugal


Nas noites

Em noites de minguante lua
espaireço e saio à rua

Em noites de vento quente
enlouqueço, demente

Esqueço os endereços
e pago todos os preços

Em noites de cheia lua
adormeço semi-nua

Em noites de geada fria
reconheço a nostalgia

Entorpeço meus apreços
e retiro-lhes os adereços

Anorkinda


domingo, 21 de fevereiro de 2010


Do tópico LÉO MESSIAS...UM ENCANTO!


EU ANDO...

Ando em passos largos
Pisando em minhas próprias feridas
Atrás de mim apenas um vulto
Uma leve brisa
Poesia...

Eu canto para espantar os males
Canto para saudar a vida
Canto mesmo com voz rouca e abatida
Eu canto e é só
Poesia...

E continuo andando
Por esta estrada da vida
Pulando meus passos
Burlando minha sombra
Respirando alegria
Pois no fim das contas
Tudo é
Poesia...

Leo Messias

...


SIMPLES

Nós somos assim
feito poesia
o encontro certo de palavras
sem necessariamente rimas...


Nós somos assim
feito poesia
as pessoas nos olham
e declamam nossa vida...


Nós somos assim
feito poesia
eu que encanto a amada
a amada que me mima...


Nós somos assim
feito poesia
recitamos a tristeza
falamos de alegria...


Nós somos assim
feito poesia
expressamos nossos sentimentos
saboreando a vida...


Nós somos assim
feito poesia
nos alimentamos de fábulas
e vivemos de magia...


Nós somos assim feito poesia
curamos a dor
com o mais lindo e puro
amor...

Léo Messias


Do tópico O AMOR DE LENA SERENA!

CANÇÃO DA SAUDADE


Mar revolto, notas frias
Mil acordes em descompasso
Vento forte, ventania
Na ausência do teu abraço...

Peço aos céus, serena o vento
Tornando-me bem mais sensível
Cessa das ondas o tormento
Faz a canção do mar compreensível

Que as ondas cantem com suavidade
Que me tragam notas de alento
Amenizando em mim a imensa saudade
Seja o lenitivo do meu sofrimento

Cantem as ondas, serenamente
No embalo da brisa; maresia
Devolva-me assim, mansamente
Aos teus braços, minha poesia...

Lena Ferreira

...

AMOR (E)TERNO


Voa vento leve
Leve-me ao meu amado
Cavalgarei noites de sóis
E dias de estrelas aladas
Nuvens me serão companhia
Suavizando a longa jornada

Uma brisa adocicada e encontro
Pégasus com suas asas leves
E sua voz de vento sussurrante

Leva-me a viagens astrais
Onde inventamos muitas cores
Para pintar o nosso (e)terno amor

Lena Ferreira



Do tópico DISCRETA POETA...JULENI ANDRADE!



(IN) COMPARÁVEL

Uniformes doses de coisas incomensuráveis.
Isto é o insolúvel ato de amar-se, amar a...
Quando, a voz supera o som...
torna imagem indestrutível.
Não há bondade no amar.
Cada advento pronunciado traz consigo
algo de melindroso, como cristal...
qualquer grito estridente é fatal.
A brisa, o som, a melodia, um susto...
qualquer acento agudo pode quebrar
a montanha do sorriso encabulado.
No amar, a terra treme. De concreto...
coração em aflição, boca em secura,
sal nas mãos, cor nas maçãs.
Inusitados contatos imediatos ou não...
trazem aos sonhos um colorido
inquietante., idêntico ao barulho
do vento em vidraças embaçadas.
A esperança recheia o tempo,
o tempo cabe num silêncio,
o silêncio grita ausências.
O amar é algo desconfortante...
perfura, agride, espreme, deflora.
Tal qual inesgotável luz...
É prelúdio da falta de juízo.
O amar não cabe na razão.
Nenhuma mansidão é encontrada
no passeio. O amar revolta o mar.

Às vezes, nadar sem competir...
é fala desmentida. Pois amar é luta.
Há sede constante, calor de implosão,
olhos a vislumbrar mananciais distantes...
Inigualável arrepiar. As garras se assanham.
Quer prender-se, quer achar-se, quer amar a...
Em pleno voar das sombras de um ciúme.

JULENI ANDRADE

...

POEMA À MUSA FANTÁSTICA

Nunca fitou os olhos daquela tal.
Mas, não faz mal!
Existe encanto em qualquer canto...
Não sabe qual!

Não avistou seu porte divinal.
As lágrimas da musa não molharam seu lenço.
Da boca, nenhum beijo ou sorriso...
Não foi preciso!

A imagem não compareceu,
nem holograma enxergou.
Nenhuma foto, nem cheiro de seus cabelos...
Não foi necessário tê-los!

Nada de ruídos, assobios, gemidos.
Cantou sozinho a bela canção.
As batidas de um coração aflito, sentiu não...
Não ouviu, nem sermão!

Depois de muito ou quase tudo
que sentiu sem nada ouvir,
sem nada ver ou tocar...
entregou, ao mundo, um poema de quem sabe amar.

JULENI ANDRADE