Tópicos

sábado, 24 de abril de 2010


CAVALHEIROS DA POESIA

Este é o tópico/movimento de parcerias sublimes
entre os amigos poetas e as poetisas da Pequenos Grandes Poetas

Três lindas parcerias!



Dançando com a Angela

A orquestra começou a tocar
E a música preencheu o salão
Não resisti e comecei a dançar
com a Angela como meu par

Me sentir abençoado
a ter esta dama nos meus braços
foi como sentir um abraço
de uma deusa bem apertado.


A orquestra não parou de tocar
E a valsa contigo eu dancei
Nobre cavalheiro, em teus braços
aconchegante eu fiquei

De alma leve, a voar comecei
em teus braços fascinada dancei
um ritmo suave, deleitoso e espalhado
que a mim seduz, nesta dança de luz.

A orquestra não pode parar
de tocar essa música pra nós
Um encontro por Deus programado
Um êxtase delicado, um delicioso valsar.

Joseph Dalmo & Angela Chagas

...


CÚMPLICES

Mil suspiros versados
Sob o negro céu, imenso
Estrelas testemunham
O nosso ousado valsar

Sussurros de alento
Em nossas passadas
Acendem as luzes do amar
Que cobrem o firmamento
De mãos dadas
Com o doce luar

Brisa suave suspende os braços
Atando, em nossos pés, o compasso
Num ritmo cadenciado; terno abraço
Valsamos ao vento, num eterno laço


E a sinfonia, cantada por anjos
Semeando cumplicidade
À cada verso, o amor em seu arranjo,
Orquestra poesia
Escrevendo felicidade

Lena Ferreira & Heitor Murai

...


Livre pra voar

Há tanto céu para se explorar
E tantas correntes de ar quente
Onde a imaginação pode flutuar
Como nos rios dentro da gente
.
Sejamos livres, mesmo sem ter asas
Façamos nossa mente vagar
Imaginando as estrelas, suas casas
Onde as palavras escritas podem deitar!
.
E pelo infinito há um verso
Aguardando o voo de um poeta louco...
Contemplando a imensidão do universo
Para ele sempre será muito pouco!
.
Sejamos pássaros independentes
Sejamos aqueles que não têm lugar
Mas que encontram, seguramente,
Um local pra descansar, enfim, pousar.
.
André Fernandes & Janete do Carmo



ELIANE THOMAS...Poetisa do Coração!

Entrega


Mão estendida
aberta a palma
entrego-te a vida...


Eliane Thomas

Ser fada

Ser fada é genético
foi comprovado no DNA
dei a luz uma alma
que igual brilho não há

mas depois veio outra
seguindo a mesma linhagem
hoje tem seu encanto
parece uma miragem

minha origem é mistério
pois nada me foi explicado
mas sentia no coração
a aura desse legado

e assim vou magiando
com amor e com doçura
todos que se aproximam
sentem paz , não amargura!

Eliane Thomas

Do tópico A CLARA LUZ DE EDISON GIL!


FANTASIA

Eu sou consoante
De infinitas vogais
Eu sou rascunho
De textos gerais
Eu sou matéria
De vários jornais
Eu sou veracidade
De mentiras leais
Eu sou poeta
De versos banais
Eu sou reflexão
E nada mais

Edison Gil


MULHER

Alma saliente
Escola prudente
Mãe, esposa...
É filha contente

Amor evidente
Avó sabiamente
Doce, guerreira...
É deusa valente

Água corrente
Gêiser fervente
Mar, continente...
É bela nascente

Digna excelente
Fascínio presente
É você, mulher...
Oh, luz reluzente!

Edison Gil

quarta-feira, 21 de abril de 2010


Do tópico EM POESIA...EACOELHO!


A N Ú N C I O

Vendo casinha bangalô, branca caiada
Defronte a um lago,
Rodeada por varandas, rede já disponível.

E tem serras lindas ao redor,
Donde, nas manhãs, se vê o sol nascer,
Resplandecendo todo vale ainda molhado,
Com o sereno da noite.

É soprada por brisas cálidas,
Sombreado por palmeiras e flores,
Onde borboletas passeiam sem norte,
E sabiás brincam pra quem estiver na varanda,
E gostar do seu melancólico cantar.

E no final da tarde,
Enquanto o sol se esconde,
E a noite vai chegando mansa,
Ouve-se sussurrar de grilos e sapos,
Sinfonia que acalenta os ouvidos.

E se você tiver um grande amor,
Aconchegado no peito,
Enquanto balanga a rede,
A noite vai cobrir todos os atos,
Proteger toda luxúria,
Encobrir gestos e trejeitos,
Até o cansaço e o sono chegar.

Aceito troca,
Que seja por uma mala vazia,
Em boas condições,
Onde caibam pequenos pertences,
Que seja robusta,
Para segurar os trancos de um caroneiro
Que sairá pelas estradas,
Em busca de novo sonho.

Eacoelho


LADRÃO DE ESTRELAS

Não roube mais estrelas, poeta,
Nenhum poema vale a falta que elas fazem,
Os amantes vivem da sua luz,
E do seu contar,
E a lua, coitada,
Chora por cada uma que tu levas.

Deus perdoa sim teu delito,
Mas eu não te perdôo, jamais,
Que farei com minha amada,
Nas noites, nas madrugadas,
Sem estrelas pra contar.

Peça perdão aos amantes,
A lua e às noites escuras,
Jure que te arrependes
E eu também vou me arrepender
De te mal dizer.

EACOELHO



Do tópico DE DIOGO, O GRITO!

Poetas inquisidores

Não poderei dizer em versos o que sinto
Não me cabem tais coisas nesse momento
Estou repleto de desalentos de dor e raiva
Meu desejo é queimar livros
Desabrigar os homens de suas crenças
Confundir destinos

Não posso dizer em versos o que sinto
Pois não sinto nada
É vazio
É silêncio
É inquisição de pensamento
E silencio em mim a voz da esperança

Mal sabe os santos, filósofos e poetas inquisidores
Que na letra torta, fétida e suja
Também existe poesia
E onde fica a liberdade?
E onde está o seu olho de humanidade?
Por onde anda sua sensibilidade?

Criar tratados
Impor leis
Fazer valer suas vontades de flores e jardins
De ilusões e de palavras ditas bonitas
Não cura
Não sara
A ferida aberta pelo sorriso de canto

De que lhe vale a rima?
De que vale tanta rasgação de pura seda?
De elogios e tanta purpurina
Se tudo não passa de falsidade
De encenação
De bobagens planetárias
De dinheiro e solidão!
Tudo não passa de inquisição poética
E patética
Nessa arte

Língua morta língua
Queria poder escrever em versos
O belo e a virtude
O puro e o simples
Mas não posso ser como vocês
Não posso ser como um de vocês
Porque em mim, brilha a chama da desigualdade
Porque eu sou desigual
Sou único
Sou livre pra ser o que sou
E isso me basta!

Inquisição poética
Em sua estética
Patética

Diogo Fernandes

Prefiro flores

Houve um tempo
Na casa do desatento
De amor
Onde as pedras eram seu jardim
Pisava pedregulhos
E os pedriscos
Cortavam-lhe o pé
E o sangue brotava
Jorrava raiva
Ódio
E em cada palavra de desamor
As pedras procriavam
Numa frenética criação de dor

Houve um tempo
Em que o desatento quis mudar
Desnudou sua face
E em cada pedra
Lapidou uma flor
Semeou por toda parte
Sonhos
Ideias
E reconhecimento de vida

Não é fácil, confessou ao vento
Teve que segurar a primavera nos dentes
Mas valeu
Flores vieram em esplendor
Brotaram mil,
Dez mil
No lugar de cada dor.

Diogo Fernandes

terça-feira, 20 de abril de 2010


Do tópico A POESIA DA CIGANINHA DINÁ!

TÃO PRÓXIMO


Cravo o olhar na
vastidão do infinito
céu / horizonte!

Perco-me no cenário
que minh’alma desenha ...

Um mundo colorido
de multidões
sem sentido,
de sonhos tantos,
contornos variados,
e inquietações mil!

Serei capaz de
de olhar diferente?
Onde tudo é tão distante,
e “tão próximo”
da nossa imaginação!

Diná Fernandes


MEU NOME É MAGIA


Um predicado que
a vida me concedeu...
A alegria!
Vivo de inventos,
dou quebranto à tristeza,
as dores, jogo nas asas
do vento!
Um sorriso, sempre
presente...

Agradeço essa panacéia
que suaviza meus dias!

Meu nome á magia!

Diná Fernandes



segunda-feira, 19 de abril de 2010


PEQUENAS GRANDES PÉROLAS DA SEMANA!

AMOR DE AREIA

Foi efêmero o amor que exaltaste
aqui, ali, ...aos quatro cantos
morreu na primeira tempestade
assim como outros tantos...

Não era amor como dizias
uma fantasia, talvez, quem sabe fosse
mas o fato é que se fez amargo
quando afirmavas que era muito doce.

Mentiste para todos ou te enganaste
às incertezas ficaste alheia
e sobre elas, enfim, montaste
nada mais do que um amor de areia.

E sendo de areia, como um castelo
fraco era e não resistiu
ao primeiro vento da vida
caiu por terra, acabou, ...ruiu.

E, desiludida, então choraste
expondo a intimidade da alma nua
culpando o destino por tamanha dor
quando a culpa foi somente tua!

Rui E L Tavares

Busca absurda.


Quero me expor integral
e simplesmente:
deixar de considerar intocável
o que não me isenta de culpa.

Quero esperar, no outro, algo
além do ser mesquinho...

Pondo um “s” em tudo
que chamo de meu.

Quero construir um espaço mundo
onde, de fato, nos pertençamos.

Crescer sem a negação do que fui.

Ter a esperança
de aceitar as diferenças.

E depois de todo esse trabalho,
quero te conhecer...

Sabendo que conhecer-te
não é só saber como te chamas,
nem como estás passando!

Quero, por Deus,
ser plural...

E viver o absurdo
de buscar a felicidade.


Guilherme Bassalo & Arabela Morais

Aluga-se


Aluga-se um coração
Que tenha sentimentos
Não precisa explosão
Nem que seja só lamentos...

Quem sabe compartimentos
Recheado de emoção
Dormitório de alegria
Sala coberta de flor...

Cozinha com belo sabor
Uma varanda de alegria
Coberta de poesia...
Na garagem, uma carruagem de amor!

Angela Chagas

Sexto sentindo

Serei toque em chamas
tatuando seu corpo

Um beijo de gelo seco
Colocado em sua boca

As ondas de vento
No balanço do mar

O eco de sua voz
Nas horas incontidas

Um filme em pausas
De brincadeiras arredias

Estrela cadente
Gota cristalina

Serei a vela
Difundindo seus sentidos

Em perfeita sintonia
Viverei da sua intuição


Clayton Pires

O AMOR DE MEUS SONHOS

Seguem estes sonhos de amor
flutuando por um espaço azul

De amizade e de compreensão
espalhando-se de norte a sul

Vertem estes poemas de amor
recitados em particular sarau

De emotividade e bênção
segue em indelével nau

o inusitado amor de meus sonhos

Anorkinda

HOMENAGENS AOS POETAS

DALMO
Dalmo poeta arretado
Que está em meditação
Saia logo desse parado
E nos encante de montão!
ANDRÉ FERNANDES
André, poeta lá de cima do Brasil
Encanta com seus versos
Do norte ao sul varonil
Espalhando amores e belezas mil!
LENA
Lena que se diz serena
Mas que disso pouco tem
Sua ebulição é constante
E seu verso mostra a que vem!
RAQUEL
Raquel é a poetisa intensa
Que faz poesia para tudo
Tem tanta poesia feita
Que não cabe em celeiro no mundo!
VIVIANE
Viviane, Vivi, Vi e venceu!
Com seu coração de gigante
E o dom que Deus lhe deu
Faz poesias lindas a todo instante!
MÁRCIA
Márcia Poesia que tem o Mar
Que tem as cores e o versar
Que ilumina e colore as dores
Que nos faz a todos encantar!
ANORKINDA
Anorkinda que é Neide
Escada para subir
Digo que é muito amada
Poetisa com longo porvir!
DINÁ
Diná cigana loira
Ousada, abusada e feliz
Faz versos com carinho
E nunca se contradiz.
ALINE
Aline poetisa sensível
Que sabe as palavras esgrimar
Do Amazonas põe-se a louvar
E de tudo ela sabe versar!
RUI
Rui é poeta exemplar
Consegue a todos agradar
Mesmo quando versa tristeza
Ou quando exalta a beleza!
HEITOR
Heitor, o menino prodígio
Do outro lado do mar
Escreve com maestria
E põe a todos sonhar!
ROSEMARIE
Rosemarie doce estrela
Dos cerrados de Brasilia
Nos envia tanto amor
Nos versos que se põe a compor!
ANA MARIA
Ana Maria, poetisa pernambucana
Adora a vida e o mar
E nos seus lindos versos
Nos faz a todos sonhar!
MICHELLE
Michelle é tão garotinha
Mas como sabe versar!
Sua poesia é linda
E ela veio encantar!
AMÉLIA E ARABELA
Amélia e Arabela, duas irmãs da poesia
Escrevem lindo e com maestria
Tem personalidades diferentes
Mas sua arte tem magia!
RODRIGO
Rodrigo intenso poeta
Derrama em tudo a emoção
Que brotam lindas dos versos
E atingem nosso coração!
JANETE
Janete, que acabo de conhecer
É uma poetisa meiga e sensível
E minha amiga do orkut quis ser
Longa amizade devemos ter

Marlene C Nassa

O laço

Te laço
Num abraço
Faço capacho
Asso num tacho

Se não acaba
em meus braços
Não sumas,
te acho...

Te como
em pedaços!

Diná Fernandes

Eu jurava


Jamais pensei que fosse assim
Acreditei já ser a dona de mim
Mas você apareceu , me sorriu
Nos seus olhos o amor me viu.

É forte, para sempre marcado
Você em mim está desenhado
Nada e ninguém, isso desfará
O meu coração o seu guardará.

Quem sabe nunca nos veremos
Ou para sempre nos amaremos
Dúvidas é sempre meu declive.

Então eu confesso: tenho receio
De perder o que quase não tive
E minha realidade ser devaneio.

ღRaquel Ordonesღ



Difícil não falar de amor

Sei que o que escrevo
Não é invento
E é tão usado e trivial
Sentimento

Mas é tão bom e puro
Que mesmo ao relento
Me lembro, e o sinto

O coração corre com o tempo
Dias e noites marcam a alma
De quem o vive

Difícil não falar do tão grande
E incompreensível universo
Que há nos olhos de cada ser
Como uma esfera enigmática

O amor vive entre os homens
E longe da perfeição foi feito
Como um pingo de chuva dos deuses


Clayton Pires


és tão amada


Pois merecem seus olhos
O meu mundo
Pela forma delicada
Que te cuidas

és tão mulher

Pela forma que caminhas
Assim parece ser despreocupada
Mas engana ao abrir a boca, e me cala

és tão amada

Pois faz de mim homem
Confuso feito criança
Buscando conhecer o mistérios
Que habitam em seu coração

Clayton Pires


Deixa

Deixa,
que eu sinta
teu peito tão inflamado
de amor quanto o meu.

Deixa,
que eu sinta
a prova do
amor concreto
nas batidas
do teu coração.

Mostre-me,
se o grau de intensidade
do teu envolvimento
estar em sincronia com o meu!

Diná Fernandes

Dioniso ( Também conhecido como Baco)

Foi assim que eu cresci
Arrancaram-me de um ventre
Tua curiosidade te matou
Mãe? ...Onde estás não me sentes?
...
Pai! Eu sei que estás ai
E que o perigo pressentes
Grande Zeus, meu protetor!
Teu amor, por mim, nunca se ausenta

Cuidas do fruto de teu erro
Esconde-me em tuas entranhas
Pois eu, sem culpa, sou teu...
Teu filho, teu amor, tuas façanhas

A beleza rara, herdada
E a doçura vinda d’alma
Tantas vezes me maltrata
E eu nem sei do que se trata...
Vivo a esconder-me do mal
Buscando sem fim, minha calma

Nasci antes do tempo
Para renascer na tua marcha
Músculos fortes como o tempo
Foram meu berço e enlace

E a louca loucura persegue
Hera em forma de ódio
Minha arvore, ‘a ela, escalpela
E a razão nunca alcança o pódio

Mas na vida nem tudo, foi dor
Vivi em recantos de flor
Ninfas me faziam adornos
E a dança predileta era o amor

Das videiras, me fiz amigo
E em cachos de sonhos, sonho contigo
Derramo sobre ti, meu melhor vinho
Para sentir-te girar, em meus descaminhos

Gosto de festa e de sol
Faço da sedução meu arrebol

De beijo na boca da lua
Minha alegria é farol
Atraindo-te toda nua

Caminhei por estradas do medo
E em tudo, fui tão protegido!

Hoje faço do prazer, minha meta
Embriagando-te de amor
Tal qual bom vinho tinto

Não mais tentem me ferir!!!
Não vêem que agora cresci?
Sou o Deus da loucura
Do sexo e do vinho...
Dos prazeres terrenos
Nestas folhas de linho

Transformei em serpentes
Os remos do mal
E comprovo meu poder
Piratas sem sal!

E por fim,

Elevo-me ao céu...
Dou adeus a esta terra
Farei festa nas nuvens...

Mas, se um dia... Após algumas taças de vinho,
Escutares sons de flauta,
Dê um sorriso para mim.

Márcia Poesia de Sá


Porque sumi?

Eu sumi porque não me sentia mais
Não me cabia inteiramente no meio.
Talvez por não me achar mais capaz
Quem sabe por que senti desnorteio.

Sumi, mas meu coração é presente.
Eu sumi porque de mim tive medo.
Quem sabe fiz mal, inconseqüente.
Ou medo que vissem meu segredo.

Eu sumi, por que usei a tal máscara.
Nada justifica, quem nunca atreveu.
Quis esconder o triste do olhar meu.

Tenho perfeito rosto e doce coração
Mas não combina com o que eu faço
Me escondi. A vista está minha ação!


ღRaquel Ordonesღ


COMUNICADO URGENTE

Por decreto do Rei sem reino,
fica liberado, sem impostos,
sorrir escancaradamente,
amar inconsequentemente,
metamorfoses disformes,
mutações das estações,
o uso de saquê e absinto,
tudo está escrito, conforme
as leis inexistentes.
Acaba-se vetos, leis, prisões.
Qualquer gente é gente,
todo som é música,
toda flor é bela,
preserve-se todos os direitos,
e canhotos.
Pode-se fazer tudo bem feito,
ao gosto do freguês.

Fiquem todos cientes:
a poesia é o idioma oficial.
todo dia é carnaval,
sejam contentes;
qualquer opção é correta,
toda curva é reta,
os versos são reais,
nada é demais,
menos, não se permite,
qualquer tribo seja respeitada,
todas mulheres amadas,
é aceito palpite.
Tudo pode,
Tudo deve
Tudo é bom
E vale a pena .

[gustavo drummond]



ATRIZ

Entre as quatros paredes ,
a luz da cena se abre.
Sou tua atriz coadjuvante ,
em lindo palco
de ninho de amor .

Em prévias libertinagens ,
você me abocanha no primeiro ato,
Machuca meus desejos , me deixa
louca e aturdida em alvoroço de gozo.

Perco-me entre murmúrios ,
num desaguar de mistério no
desfecho da cortina .

Ana Maria Marques

SORRIR


O dia hoje vale um sorriso.
Encontrei no canto de uma gaveta
que há tempos não abria
uma luzinha verde,
que eu nem lembrava que existia.

Eu tinha guardado a esperança
Que há tempos não usava
e dela havia me esquecido.

O dia hoje vale um sorriso.

Helenice Priedols

AVALIAÇÃO

O verso é um encanto manifestado
por alguém que se diz poeta
num momento raro, diferenciado...

Avaliar-se esse instante, não é meta
não há como escalonar a beleza
de um Poema que da inspiração brota...

Dando a ele com requintes de frieza

a insignificância reles de uma nota...!


Rui E L Tavares

NA PONTA DOS PÉS

Muito tempo vivi em ponta de pé
Com medo de magoar, de te ofender
Em vão, pois até respirar te feria!

Muito tempo torci a ponta do pé
Tentando te agradar, te satisfazer
Bobagem, nada te alcançaria!

Muito tempo vivi sem a minha fé
Com medo de me encontrar e te perder
Bobagem, nunca houve garantia!

Muito tempo torci o sentido da fé
Tentando controlar o que não era pra ser
Então desisti dessa relação vazia

Sustentada na ponta dos pés!

Anorkinda

Meu mundo Parou

Ainda sinto o bater da porta
O vento gélido no coração
A aurora sem perdão
Ainda ouço minha voz
e como gostaria de calar

Ainda toco o frio...
com dedos de medo
Ainda choro...
Ainda amo...

Fui embora...

Márcia Poesia de Sá

ARANHAS DAS HORAS

Envolvido no labirinto desta teia
que as aranhas das horas já teceram
vejo meus cacos como grãos de areia
que na rotina do tempo se perderam.

O que me resta não chega a ser pedaço
encerrado em reduto tão pequeno
livre até agora do abraço
das tarântulas e seu vil veneno.

Imobilizado mas liberto o pensamento
sopro-o ao ar na brisa fria
e eternizo meu último momento
na luz eterna da poesia...

As horas não deterão meu verso feito
no pergaminho além desta prisão
nem sufocarão neste meu peito
a luz que me sustenta a ilusão.

E quando morto pelo tempo, finalmente
sucumbido às horas por final
alguém há de lembrar-me docemente
ao ler-me num Poema imortal!

Rui E L Tavares


Quem estou


sou do tamanho de seus olhos
às vezes brilham joias
às vezes universos

Sou um pequeno
Construtor de sonhos

Encantado com a luz
Fico paralisado na vitrine
A observar o mundo

Sinto que a solidão me engrandece
No escuro, enxergo melhor a luz
E meu pranto jamais é ouvido.

Clayton Pires



* A MINHA NOITE *

Todos dormem,
eu não...
Sou caminhante
das horas insones
que transitam
pelo relógio da parede,
projetando sombras
da noite
no íntimo
do meu pensamento...

Fantasmas perambulam
no cenário que me cerca,
penetrando
nos meus olhos cerrados,
mostrando,
em minha mente,
o filme da minha vida!

A noite apenas começa...
São as primeiras cenas.

A chuva,
lá fora,
faz a trilha sonora;
o silêncio faz o drama
e o roteiro se repete...

Ontem foi assim,
antes de ontem,
também...

No meu devaneio
de cada noite,
atua um personagem
principal,
a saudade;
um coadjuvante,
a solidão!

A noite se arrasta
pelas horas
marcadas
no relógio da parede...

Chega a madrugada
e, por fim,
a luz do dia...
Levanto
e no livro da realidade,
começo a viver
a próxima NOITE!

Rui E L Tavares


MULTIPLICIDADE

Dualidade?
Não!
Penso que dividir-se por dois
É pouco,
Na hora da criação.

O mundo é muito complexo.
Sendo assim,
Não há nexo em polarizá-lo:
Isso é fora de questão!

Deus,
Diabo,
Dualidade simplória,
Que ao Pensar
Nada diz não...

Penso eu na multiplicidade
De ideias,
De ideais,
De ação;
Algo assim
Como o milagre
Da multiplicação
Do pão.

Isaías Gresmés 18/04/2010



Música

Sinta o ritmo de meu som
Quando escrevo vou voando
Sinta a batida do meu tom
Quando verso, vou cantando

Sinta a música do meu eu
Que as rimas foram perfeitas
Sinta a beleza e diga que leu
As estrofes que foram feitas

Hoje acordei hoje eu sonhei
Hoje fui sonho hoje fui prosa
Hoje fui perfume de rosa

Amanhã cantado eu serei
Amanhã sonharei contigo
E serei música de amigo...

André Fernandes




PEQUENAS GRANDES PÉROLAS DA SEMANA!


PRAZER E DOR

Se o gozo e a dor se confundem,
Quero decantar para descartar a dor,
Resta-me a vontade do prazer do gozo,
Com as dores que fiquem os masoquistas.

Quero descartar o joio em meio ao trigo,
Só me alimento do que me sustenta a alma,
Não carrego pecados voluntários que a dor perdoa,
A mochila da minha consciência está leve e livre.

A vida é boa, não requer penitência,
Rir e zombar da dor e meu maior prazer,
Não preciso de alívio, não sou mártir costumas.
Nem carrego a cruz, pois não atiro pedras ao léu.

Das dores passo a distância segura,
Sei muito bem do quanto atrai e imanta,
Quero distância das vivas almas penadas,
Que transportam trevas até onde reina a luz.

Quero sim é ser feliz.

EACOELHO


DESCOBERTAS


Quando vim para degustar estes ares,
não sabia ainda de sabores.
Vagarosa e mansamente deslizei
entre originais doçuras descobertas.
Vigorosa e afoitamente mergulhei
nas funduras indormidas dos silêncios,
voei desertos, matas e montanhas,
até que, na sempreclara manhã de gêmeos sóis
encontrei-me no aroma desses campos,
feliz em ser, somente,
mera semente que se parte e se transforma.

Aline de Mello Brandão


R..U..M..O.

Duas pegadas na areia
Eu camInhando sozinho
Parece que a maré cheia
Apagou o meu caminho
Minha cabeça meneia
Não escrevi pergaminho

Eu venho de um tempo obscuro
Que a própria história apagou
Não sei o outro lado do muro
De onde vim ou quem sou
Talvez eu seja um "furo"
Que o Impensável pensou

Me falam de um Big-Bang
Pra explicar minha história
Que não explica o perrengue
Minha única memória
E meus passos de merengue
Rumam pra morte ou pra glória

Vejo na areia as pegadas
E a maré cheia subindo
Vejo as pegadas apagadas
E o meu corpo caindo
Mas no fim de tal estrada
Vejo o horizonte...que lindo!

LCPVALLE - 11/06/06


POR ONDE ANDEI

Estive andando por aí
Visitando estrelas

Flutuei nas copas das árvores
E vi as mais belas

Subi nas cores do arco íris
Gostei da amarela

Surfei nas ondas dos rios
Que coisa singela...!

Pulei de sonho em sonho
Sem porta ou janela

Atravessei dimensões
Criei aquarelas

Desenhei um por do sol
Fui pintor e tela

Invadi muitos castelos
Libertei donzelas

Inventei naves de vento
Viajei por elas

Venci a velocidade da luz
Fui mais luz que ela

Construí um universo
Destruí as celas

Não acreditam no que digo?
Então por que dão trela?


LCPVALLE-11/09/09


Pintando a vida


Gosto da felicidade
com ela sempre encontro
um jeito amável de ser
cúmplice da realidade...

Gosto dos momentos
Com eles marco lembranças
E guardo bons amigos no peito

Para fazer alegria
Quando bater a saudade

Gosto de viver intensamente
E acreditar que o impossível
Está na minha frente

Gosto de voar na imaginação
Misturar meus sonhos
Com tinha guache

Fazer deles arco iris
com potes de ouro


E fazer uma canção
Falando do meu tesouro


Eliane Thomas e Clayton Pires



Brincando de viver

O artista das lembranças
Dribla o labirinto sem saída
Marca desencontros com a saudade

Simula o brilho de criança
E quebra a frieza empedernida
Só para garantir sanidade

O artista de passos elegantes
Dança nos bailes das estrelas
Ouvindo as batidas dos ventos
Desnorteados nas costas do mar

Revisita eventos distantes
Para banhar-se nas belezas
E na essência dos tempos
Coisa de quem sabe voar

O artista mágico
Desenha planos abstratos
Como em sua infância
Diz suas verdades

Simpatizante de sonhos
Constrói o amanhã
Com simples gentileza

O artista converte o trágico
Para colher frutos iluminados
E não ver a cor das maldades

Mas é nas noites insones
Que entende que a dor é vã
Eis sua única certeza.

Wasil Sacharuk e Clayton Pires



Deixa queimar

Rasguem-se palavras malditas...
Derretam-se por entre linhas
E pinguem...pinguem...escorram...

Sequem ao chão do abandono!

Quero mais é uma labareda de sonho!
Uma tela em carmim Vico!
Que vibre da retina a alma
Quero o absurdo
O improviso
O indecifrável

Quero as palavras ditas com olhares
E aquelas nem ditas assim...
Apenas sentidas em espasmos

Como guerra em oceano estático...
Qual vulcões eclodem abaixo da superfície lisa

Percam-se, meus silêncios!!!
Vão bradar por ai...

Porque a alma clama pelo verso
Imperativo, como amor por vir

Rasguem-se as proibições da inquisição
E que bombas de tesão caiam na humanidade
Matem todas as iniqüidades
E as pseudo pressões

Quero ser arte na veia e na tela
Na morte e na janela
Na cama e nas abstenções

Voto em minha verdade
E não faria a deslealdade
De votar no partido das feras
Lobos, raposas e plebéias...
No teatro sujo, e sem clarões

Não aceito proibições...
Sou o pincel solto no vento
Pintando estrela de verde
E folhas de rosa ameno

Gosto da liberdade da arte
E faço dela por toda parte
Minhas asas em vôos sedentos.

Márcia Poesia de Sá


Surpresas

A felicidade é efemera
doce ilusão de quem pensa
que a vida não surpreende
prega peça num repente
coração ,
desavisado ,
arrebenta !


Eliane Thomas



PRIMEIRO AMOR

Mal dei o primeiro passo
e as pernas já tremiam
não seguiam o compasso
dos olhos que de longe viam

as mãos trocavam os dedos
quase tocando uma harpa
entoavam meus medos
trancados na boca em farpas

Eu era a menina apaixonada
tímida e fechada na solidão
esperando na escada
a passagem da paixão

A passagem do sorriso
e da saudação
era tão somente o paraíso
sem juízo e sem razão

Amélia de Morais


Cartinha comum



sem querer
de primeira
verdadeiro
de graça

mais que
intenso
imenso
propenso

Como presságio
mágico

Por susto
tão curto

marcante
rápido

agora
foragido
perdido

Donde estás?


Clayton Pires


Inmundo

O homo Insapiente
Insiste em se dizer humano

Vive na superfície dos olhos
das casas

Vazio, mestre das friezas
Lucro e consumo

Na Tv, se passa desgraça
E vemos,
concordamos
e
Silênciamos

Onde estás agora
Coragem?

Homem com arma
Garoto pede bala

Revolver?

Estoura cérebro!

Um segundo
Mal pensado

Cômodos de coração
De mãe

Batem vazios
Triturados
Emudecidos

Falta o pedaço
Difundido

Esquecido no ontem

Mente...mente

Mente!

Preciso dormir
Estou cansado
de tentar esquecer

O céu era mais azul
Agora chove, cinzas

Mesmo que minta
Sinto o peso do agora

Penso, inexisto

Há algo cheio
Minha mente

Cheio, cheio cheio.

Clayton Pires



Cansado



Impertinetes
Ilusões de
Visões turvas

Os sorrisos
Brilham falsos

Demonstram
O interesse de fugir
Da solidão

Máscaras sobre máscaras
a mais pura realidade

Palavras soltas
De pensamentos fúteis

E caminhos fáceis
Só me fazem sentir

O contrário desse mundo
Sujo e cego

Clayton Pires


Sonora solidão

Pousou em minha janela
um pássaro , ensaiava um canto...
Saltitava como se quisesse alegrar-me.

Da sua garganta afinada,
Ouvi seu canto de protesto
à minha solidão.
Alegrou o meu dia
Bateu asas e voou!

Diná Fernandes



Que sei eu ...


para falar da vida
enquanto meus neuronios
quase a falencia
retorcem
contorcem
no que se consomem
pensando ser poesia
a barata filosofia


não vejo terra a vista
olhos da mente blindados
por nevoeiro importuno
navego em águas escuras
meu momento taciturno ...


Eliane Thomas


VERSOS NOTURNOS


Poderiam
Ser soturnos
Esses versos
Noturnos
Que te
Quero enviar

Recolhidos
De um canto
Da mente
Tristes
Um tanto

Mas quero
Entretanto
Que me sejam
O acalanto
Nesta noite
Sem luar

É tudo o que
Posso
Por hora
Te dar

Versos noturnos
Que te ponho
A mandar
São pedaços
De um sonho
Que eu ainda
Tento sonhar...

Marlene Caminhoto Nassa


Deixa

Deixa,
que eu sinta
teu peito tão inflamado
de amor quanto o meu.

Deixa,
que eu sinta
a prova do
amor concreto
nas batidas
do teu coração.

Mostre-me,
se o grau de intensidade
do teu envolvimento
estar em sincronia com o meu!

Diná Fernandes



Poetisa Temática

Penso, considero, então escrevo;
Sinto, ausculto, logo transcrevo...
Sou minhas idéias, poetisa temática.
Métrica? Cabulei aulas de matemática...

Batucam no coração do poeta, os temas
Como cutucam em minha alma, os dilemas.
A caneta derrapa em curvas de des-inspiração
E o piloto tenta não perder o rumo da emoção

Sigo aquele velho caminho; o meu instinto
E a poesia é a estrela-guia, não minto...
Quero derramar no papPel meu pensamento,
E feito verso, viajar aos quatro ventos.


Rosemarie Schossig Torres


De A a Z

Ah,se as coisas fossem como antes!
Boas,bonitas,bem feitas...
Crianças e seus sonhos
Dando a impressao de tranquilidade.
Escolas não são como eram,
Funcionam às avessas.
Grandes homens são poucos
Hoje estão quase extintos.
Inútil pensar que a "coisa ta preta"
Ja que o pior ainda virá.
Leões matando nossos sonhos...
Medos,manias,monstros.
Nada tem lógica
Ou nós perdemos o senso?
Precisamos de ajuda.
Quem fará caridade hoje?
Respostas!Só o que queremos...
Se não for pedir muito,claro!
Tempo temos de sobra
Uma das coisas que ainda podemos ter
Viva o mundo!Viva por quê?
Zeremos os contadores e vamos à luta outra vez!!!


Rô Elkeyn



ENTRANHAS DE PAPEL

Ao revisar os meus antigos escritos,
vejo sentimentos da alma, inscritos.
Vou folheando entranhas de papel,
onde o coração se desvenda, é fiel.

Faço com as linhas o meu espelho;
auto-divã; quero um bom conselho.
Aí vejo todos os pontos nevrálgicos.
Os momentos felizes e os trágicos.

Olho o processo entre atônita e crítica.
Busco um diagnóstico; visão analítica.
De tanto treinar abandonei o umbigo.
Já não há catarse; ofício de poetar sigo.

Rosemarie Schossig Torres



CANÇÃO DE AMOR

Notas de suave melodia
ecoam no teatro fechado
rouxinol a cantar poesia
atrás do palco cortinado...

O silêncio por platéia
por ovações, meus passos
melódicos acordes de uma idéia
que já simbolizou nossos laços...

É influência, talvez, do ambiente
imagino o ato, é pressuposto
mas e esta lágrima quente
que molha as rugas do meu rosto?

O piano, ah! Doce acompanhamento
com a voz, perfeita harmonia
extasiado vivo o momento
que já vivi, outrora, noutro dia...

Abrem-se as cortinas do passado
e como do além, surgida flor
no palco, agora iluminado
cantas nossa canção de amor!

Rui E L Tavares



Silêncio insuportável pela casa

O dia nasceu quente, azul vestido
E a boca da brisa em batom lilás.
Desperto, um sono mal dormido
Do índigo do jeans do dia atrás

A minha volta, nada a se mover
Tudo quieto, à sombra dos olhos
O rímel negro da noite a escorrer.
Flores rosa no jardim, aos molhos.

O silêncio despido ocupa a casa
Sua cor cinzenta é insuportável
Me sinto sem emoção e sem asa.

Respiro, o silêncio me faz ouvir
A ânsia contorna a alma de preto
Silencio sem motivo para sorrir.

ღRaquel Ordonesღ