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segunda-feira, 2 de maio de 2011

PEQUENAS GRANDES PÉROLAS!



* * * *
COMEÇO DO FIM...

Nos lençóis
As dobras...

Do amor
As sobras...

Dos sonhos
Destroços...

No corpo
O cansaço...

No coração
As mágoas...

Na voz
Os calos...

Na veia
O fel...

Do sangue
O final...

O começo
Do fim...

(Lage,Mazéh)


* * *
Inspiradoras

Ao esconder o amor, perdemos por não demonstrar amar
Ao segurar por medo, nem sentimos de fato o toque caloroso
Ao expulsar pessoas que amamos, abandonamos de nossas vidas
Amores verdadeiros
Ao chorar no cantinho do seu quarto, dormimos no âmago de sua
Felicidade, mesmo com lágrimas caindo.
Ao decepcionar pessoas que amamos, sofremos tantos desenganos
Desilusões, como se fossem nossos piores pecados.
Olhamos tantas vezes no espelho
E ela reflete apenas, um rosto
Cansado!

André Fernandes


* * *
MUDO


Se fosse um silêncio só
- solteiro, estéril e senil -
seria leve a lida e lida seria, levemente

Mas traz consigo o viço e o vício
das verdades absolutamente analíticas
vestidas de forma irretocável
...e ensina

Relativamente mudo
...aprendo

(Lena Ferreira)


* * *
Do infinito

No fio da vida
nada cessa

O círculo
atravessa
concêntricas
paisagens

O vínculo
e as mensagens
bordam límpidas
perfeições

Em ponto cruz
de evoluções

Anorkinda


* * *
Sangrando

lembro-me de palavras desconexas
lembro-me de ter dito o que não queria dizer
e de ter calado o que precisava ser dito

agora é tarde para qualquer palavra ou qualquer silêncio

penso que deveria haver um labirinto
entre a língua e o cérebro
onde se perdessem as palavras vãs

vou ficar aqui neste quarto fechado
até esgotar as lágrimas
a alma sangrando é pedra e castigo
e um poema também é um pedido de perdão

Helenice Priedols


* * *
PERDÃO

Perdoa-me
Por amar-te tanto
E loucamente
Perdoa-me
Por cantar-te tanto
E simplesmente
Perdoa-me
Por falar-te tanto
E docemente
Perdoo-te
Por deixar-me triste
E tão somente.


Amélia de Morais


* * *
Cata ventos

Movimento do vento
espalhando areia,
embalando o mar,
levando o tempo,
cantando aos ouvidos,
entrelaçando os ruídos,
movendo moinhos,
captando os momentos.

Vento em movimento
Evocando um grito
em forma de uivo,
fazendo do lamento
uma breve passagem,
jogando uma brisa
leve, em brumada
na alma enlaçada
de paz e encantamento.

Soprando, sopra vento
evocando redemoinhos,
renascendo sentimentos,
trazendo consigo nova vida,
afastando os queixumes,
fazendo reluzir um espírito
invisível, onipresente e cadente,
cata vidas,
cata ventos.

(Francisco Córdula)


* * *
Singular


Simples
singela
somente
sou...
simbiose
soturna
sã?
saberias...
se soubesse
sou só
sentimento

se estranhas?
eu...vento!


Márcia Poesia de Sá


* * *
NÁUTICOS


Vale a pena
o sol a pino

O barco arpando
sem destino

O porto
A praia
As pedras

Sumindo

Vale a pena
o pano a pino

O peito arfando
nós sorrindo

Os pés
A proa
A paz

Cobrindo.

LCPVALLE


* * *
Não cabe um Abraço

Estreitos braços
Onde não cabe um abraço.

Braços que abrigam a ganância
Que não se permitem sentir
O calor de um fraterno abraço
E que só sabem sentir
O calor da repulsa.

Insensato “Ser” humano
Querer o mundo em seus
Estreitos braços incapazes
De abraçarem uma causa digna
E notável?

É preciso adubar a alma
Com sentimentos que germinem
Amor, que possa sustentar
às Asas de cera, pois elas
facilmente se desprendem.

Em outras palavras,
Eu diria que, por mais que
O ganancioso possa conseguir
Sobre a terra há de ficar.

Diná Fernandes

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