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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

PEQUENAS GRANDES PÉROLAS!




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VEREDICTUM.

Descobri num qualquer dia
Que meu salvador, quem diria,
Sou eu

Diante do desespero,
Do pesadelo, da vil agonia
Sou eu quem chega primeiro.

Chamar a todos os santos,
À Deus, aos benditos anjos, tantos,
À Mãe, pra me acalentar,
Só isso não vai bastar
Pra o meu tormento aliviar.

Imóvel ante um espelho,
Eu, diante de mim,
Encontro minha resposta,
Meu mais preciso conselho,
Sem casca, conciso, cheio,
Certeiro a riscar-me em relho
A vista, a fazer-me ver
Que o meu destino sou eu

Para cada ação, uma reação,
O livre arbítrio é meu.

Célia Sena

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Tempo de Amar...


O amor cabe na palma da mão
No tamanho da ilusão
No in[exato] sonhar.

Cabe no tempo de amar
No in[exato] sentir
No perspicaz versejar
Dentro e fora de mim...

Domina o universo
Faz rimas com todos os meus versos
Em céu de sonho e magia.

Sem segredos contagia
Cabe em qualquer lugar
Seja prosa ou poesia
Repousa no tempo de amar.

Mavie Louzada.

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* *
POR SER PRECISO

Te poetei
por ser meu desejo,
te encantei,
melhor forma de encantar,
de ti construi
rítmo, rimas, remar;
princesa de meu império,
te conquistei com perícia,
com amor-delícia,
amando por amor,
te levando a sério,
te enormizei,
no zoom maior,
te adotei
fiz pedestal,
coroa natural,
trono confortável,
me decretei seu rei,
tudo bem, também,
te poetei,
por inspiração
e alegria;
te eternizei
como minha melhor poesia.

[gustavo drummond]

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DO NADA ...

O mundo aqui
Eu também
Vinda não sei de onde...
Além disto
Nada, além dos erros,
Que me fizeram
O que sou...
Capaz de amar
Apesar do desencontro
De me saber
Desnorteada
Em meio ao Nada
Onde oh! meu Deus,
Eu permaneço e Lhe encontro....

(Lage ,Mazéh)

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Memórias apenas

Hoje eu sei
vivi em Atenas

percorri aquele solo árido
escorreguei tantas vezes em suas rochas amarelas...
eu gostava de sentar recostada nas torres e sentir o vento, e o vento tocava liras

tinha cordas na cintura e na garganta
as da cintura prendiam, as da garganta liberavam
e o som da cidade tinha certamente algo poético

eu vivi em Atenas
E procurei por tesouros em baixo do chão...
eu toquei o calor da terra
e ela arrepiou
Antes minhas mãos tinham calos...
e meus pés...asas

eu vivi em Atenas
e ouvi aplausos!
eu senti os dentes das feras
joguei dominó com Sócrates
e ele perdeu!

Eu vivi em Atenas, e...
Fiz amor pela primeira vez
mas era o templo de Zeus...
fui condenada a pintar lacunas
com tintas feitas de amargura

eu vivi em Atenas...hoje eu sei.
E as liras que tocavam por lá
hoje tocam aqui
no meu peito
eu corri com bastão
tirei meus pés do chão
eu voava sem tempo...

eu vivi em Atenas
e de alguma forma
hoje Atenas vive em mim.

Em memórias...
apenas.

Márcia Poesia de Sá

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VENTO QUE PASSA E FICA

Sou eu, simplesmente
Sonhadora, silenciosamente
Sem olhos que me vejam
Cem bocas que me beijam
E eu permaneço
Não feneço
Enquanto ouvidos atentos
Sorrirem, chorarem
Sobre os versos que invento
Minha palavra é vento.

Amélia de Morais

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...ALÉM...


E das delícias dos teus sonhos
Quero o sabor inteiro
Teu riso verdadeiro
Tua realidade plena.

Tua pouca castidade
Toda tua liberdade
Sem nenhuma santidade
Ir além dos teoremas...

Quebrar todas as barreiras
Sem nenhuma brevidade
Exceder o horizonte
Alcançar a eternidade.

Mavie Louzada.

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Espiral

As pétalas das horas despencaram
lançadas ao precipício das demoras.
Andar oblíquo embriagado
pelas pedras
vou eu em espiral
jogada fora.

Gladis Deble

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LASCÍVIA BRUTA

Salva-me da lascívia bruta
Que condena minha alma estúpida
A enredar-se em teus desejos

Lava a minha boca púrpura
Que se oferece toda e tua
Para satisfazer teus beijos

Ameniza minha dor e culpa
Em sacrifício onde me ofereço nua
A silenciar teu apelo!

Viviane Ramos

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Um comentário:

Rany disse...

Lindos Poemas...adorei estar por aqui.
Passe no meu blog e veja um pouquinho de tudo. Lá também tem poemas de minha autoria e outros autores famosos e amadores.

bjo