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segunda-feira, 19 de julho de 2010


PEQUENAS GRANDES PÉROLAS!


* * * *

Versos d'Estrela

Deusa de encanto e brilho
dama do Reino do Sol
lume, clarão, enigma,
cores de um arrebol...

Sonho de Aldebarã,
mística do esplendor
seixos, perfumes e pétalas,
asas de colibris

Cheiro de gata selvagem,
olhos da cor do mar
boca de um anjo lindo,
tríade do verbo amar

Aura resplandecente,
saga do meu desejo
choque entre o vermelho e o dourado
falsetes do meu arpejo.

Marçal Filho


* * *

Se fosse uma cor

Quão seria custoso
escolher ser uma só cor
todas belas radiantes
a visão de um diamante

que em todo esplendor
na luz dispersa
faz-se fulgor
eu sou toda arco iris

Sou espectro multicor


Eliane Thomas

* *

REFLEXÕES DE INVERNO



Hoje em dia estamos reflexivos.
Os pensamentos vão de um canto ao outro do mundo,
sem se ater em ponto algum.
Buscamos respostas urgentes para nossas existências.
Motivos concretos, que sejam verdadeiros, sem mistérios.
As efêmeras alegrias tecnológicas não bastam,
os sonhos elaborados estão irrealizáveis,
os objetivos avançados tornam-se obsoletos em poucas horas.
Assim estamos nós que somos a humanidade da Terra.

Minha alma aflita lança um surdo grito ao meu Espírito
e sente o sinal descer como um raio sem trovão,
como as águas que correm sem haver leito do rio,
fazendo arder minha pele, queimando ligeiramente minha carne,
transformando o carbono do qual sou composto em silício do futuro.
Sou diferente sem ser alterada. Um novo ser em usual molde retemperado.
Filho do sol, filha da luz, atemporal.
Constante insatisfação me rodeia. Minha companheira de jornada
Pela manhã ao acordar minha mente presente
Ao anoitecer cansada, da faina do labor minha alma semi atenta
Mas na madrugada indormida viajo virando paginas em branco
O aflorar de palavras vindas do meu íntimo,
me comovem e por vezes me traz alivio, porque mesmo que desconheça de onde,
reconheço que sei muitos e insondáveis segredos.

Ao abrir um cofre convenientemente guardado,
longo do alcance das mãos furtivas e de curiosos olhos sinto o frescor da alvorada bendita,
prometida nas escrituras, nos arcanos ou nas profecias.
As estrelas assistem meu infortúnio e me jogam uma chuva fria sobre o dorso,
lavando meus braços, mãos e os meus dedos,
das nódoas que impedem meu sucesso e conseqüente sossego.

Permeio os versos, mesmo os de outrem
Permito o canto, o conto, o capitulo
Porque tudo me convém e tudo me é licito
Mas não permito que brote açoites ou gritos
Se assim virem será por pouco tempo, e serão os meus.
Mais consciente, parei de gritar aos surdos
Em não agredir resolvida, desprezei o açoite
Meu querer não mais se compromete
Escolho o arrebatar o despertar
Escolho a amizade, a parceria, escolho o amor
Esses meus idéias sem idealismos de hoje

Ah! como me comprazo com o clarão
Do toque sutil de dois pungentes corações
Depois de tanto tempo perdidos
Distantes, pelos ódios enlouquecidos
Ah! o amor razão, que cura as mais antigas feridas

Quero falar, não para o mundo.
Quero falar comigo, de um jeito novo
Migrar por entre visões sem preocupar-me
Ser sadio ou alucinação de minha mente fantasiosa ou fantástica
Pretendo recordar meus dons, os bons dias
Não apenas os tristes ou agourentos momentos
Porque estes eu já os tenho marcados a tento
Eu quando voltar dessas viagens nem contar
Guardar calada o que vi, como fosse meu prêmio....

FÁTIMA

* *

Ser poeta



Ser poeta é permanecer em conexão
De todos os sentimentos e imaginação
De todas as senhas e suas revelações
De todos os arquivos e suas extensões

Ser poeta é tirar o sonho do anonimato
Não se importando com o seu formato
É digitar os versos, as estrofes e fatos
Em desenhos de rima e enviar relatos.

Ser poeta é ser real virtual, encantado
É digitar, e da mente não ser deletado.
É o entusiasmo criador na vida anexado

Ser poeta é hakear o backup do coração
Em um clique, copiar e colar a expressão
Fazer da palavra aos olhos, uma emoção!

ღRaquel Ordonesღ

* *

Se eu fosse o luar...

Se eu fosse o luar...
Por ao menos um dia,
Eu seria o luar,
Mas lindo que verias.

Eu iria inteira brilhar,
Para alumiar tua fantasia.
E no meu cintilar...
Encanto acharias.

Se eu fosse o luar...
Ao menos por um dia...
Ah... tu me amarias.

Viviane Ramos


* *

PONTO

O ponto dá muitas idéias
Não sei dizer quantas são
Pode ser ponto parágrafo
Ou ponto de exclamação

Ponto alto, ponto baixo
Não importa a posição
Quem sabe umas reticências...
Três pontinhos em direção?

Notaram na frase acima
O ponto de interrogação?
Às vêzes quando escrevo
Esqueço a pontuação

Tem a menina no ponto
Esperando a condução
Ráios de um ponto a outro
Antecedendo trovão

Quero ver quem me aponta
Onde há um ponto sem razão
Vejo um ponto no céu
Pinto um ponto no chão

Lembro Fritjof Capra
No Ponto de Mutação
Das bases da existência
Da vida e reflexão

A partir de um ponto há uma história
Desenrolando, em ação
Até o último ponto
O ponto de união

Por que questionar os pontos?
Por que a preocupação?
Se somos apenas pontinhos
Na vasta imensidão?

(LCPVALLE - 27/11/08)

* *

A gota!.

Desliza leve e suave,
feito óleo perfumado,
pela vidraça fechada,
um pingo doce de chuva.

Esquece o pó do caminho,
Olha-me de mansinho
como a dizer quero parar
mas a ordem é seguir.

Escorra querida gota,
que leva vida no interior,
compondo a sonata Divina,
do mais belo amor!

Os olhos param na imensidão
da gota que cai do céu
que pela vidraça escorre
descobrindo meus véus...

Sonoro é teu escorrer
ribombando céu afora,
menina gotinha em missão
deixa a marca quando chora.

Quedamos prostados de amor
perante tamanha imensidão
uma pequenina gota de chuva
orvalha de Luz, o coração!

Pensei estar vendo fora,
pela vidraça da janela
e a lágrima era eterna,
a gota azul, que ainda rola!

godila fernandes

* *


(clique na imagem para ampliar)

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