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sexta-feira, 11 de junho de 2010

PEQUENAS GRANDES PÉROLAS!


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É tudo uma questão de escolha

Escolho sorrir, mesmo que haja nuvens pelo céu, pois sabemos que após uma chuvinha a terra cheirando a molhada, as flores sorriem felizes e passarinhos saem alegres de seus ninhos.

Escolho amar, mesmo sem ser sempre amada, pois sabemos que o amor só faz bem, e se é incondicional, ai não tem para ninguém, ele só ilumina a mente e a alma...

Escolho a luz, pois mesmo que seja necessária muita escuridão para pintá-la, sabemos que quando ela surge em uma tela sombria, ilumina todo o dia e a obra se faz perfeita.

Escolho o sorriso, mesmo que às vezes eu chore, a lágrima só serve para lavar as tristezas, para retornar a beleza, de um largo sorriso que brilha.

Escolho o caminho do meio, pois todo exagero é errado, e a calma é quem faz o tablado, do grande palco da vida.

Escolho o bem ao mal, não sei fazer d’outra forma, pois ele a mim encanta, com a certeza de um amanhã de luz.

Escolho assim a felicidade, pois quem planta em si a claridade, não vê as mazelas escuras, e mesmo que elas surjam, damos a ela um banho de generosidade, a perfumamos com verdade e elas saem lindas e renovadas para a vida.

Escolho as cores com as quais eu pinto, e em meu cavalete de sonhos, não coloco telas de rancor, assim ele é bem clarinho, de taliscas de alegria, e serenidade.

Escolho o perdão, e escolho sempre... Pois este tem cheirinho de flor, e lava com todo primor, o coração da gente.

Escolho assim a perseverança, pois ela é para mim uma dança, que faço a caminho da luz...

E mesmo que eu tropece as vezes, sempre tenho anjos corteses, que me ajudam a retornar...
E aplaudindo cada volta nos rodopios da bailarina, que ajudam a me tornar. Uma bailarina da mais importante peça, que com passos precisos, mas sem pressa, ensaio no palco da vida.

Escolho e escolho assim, todo o dia... a parte mais doce da minha melodia, a minha alma em rimas, a poesia...

A grande poesia que pode ser... Viver!.

Márcia Poesia de Sá


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D'EUS

Precisamos ser perfeitos
Mesmo achando impossível
Devemos buscar um jeito
Somos feitos do Incrível

Somos feitos de sonhos
Todo mundo tem os seus
Somos um grande projeto
Somos feitos DE "EUS".

(LCPVALLE - 2006)


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OS SIMPLES


Os simples somos os que vemos nuvens
E lindos sonhos vemos desfilar
Para onde os outros nem ao menos olham
Porque seu tempo não lhes dá lugar

Os simples somos os que vemos rios
Águas perenes em busca do mar
Os outros vêem tão somente as pontes
Porque não sabem como nós, voar

Os simples somos os que vemos flores
Como universos de cores brilhar
Os outros vêem não mais que mais números
E gritam na feira: quem quer comprar?

Os simples somos os que ouvimos música
Onde o silêncio pode a si quebrar
Onde há um mundo que sem passaporte
Os outros nunca hão de visitar

Os simples somos os que perdoamos
Pelo que os outros não podem entender
Pelo que tanto andam ocupados
Que não aprenderam o dom de...

...VIVER

(LCPVALLE-2007)


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amo porque amo
e se disser que sei o que sinto
: minto.

amo porque amo
e não é o bastante,
mas sei que amo
: porque sinto.

mas se perguntar
se sei o quanto amo,
tentaria chegar ao infinito
: aonde me desconheço.

e não desminto
o que antes foi dito.

Clayton Pires


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Antigo Par. . .

Sou um velho chinês.
Um china, magro, amarelado,
com um fino e longo cavanhaque,
enrolado e encacheado.
Cabelos alvos e ralos,
atados atrás aos ombros.
Carrego meus cestos de peixes,
com a ajuda de meu cajado,
os cestos, um de cada lado.
Sou um china faceiro,
de olhos redondos, brejeiros.
Arqueadas as costas pelo peso
do tempo, que levo e trago
peixes e mais peixes ao mercado.
Sou menino dos teus olhos,
que me amam e não me vêem,
sou garoto de recados, das mães,
que a vento entregam seus corações,
aos filhos que na colheita descançam
e no arroz deixaram a última esperança.
Sou aquele que os conhece e os ama...
Sou da alma o espírito sereno,
a quem a sabedoria do tempo, trouxe
juntinho de ti, para te confortar.
Poderias dizer que um dia fui teu par!

godila fernandes



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FOLHAS AMARELADAS.
.
Caem as folhas das árvores
desprendem-se silentes
e vão forrar o chão amanhecido
formando um tapete outonal
de um dourado magnífico
.
Debaixo dessas folhas amareladas
dormem sementes de primavera
que contam com o vento benévolo
para espalhá-las pelo caminho
.
Caem as amareladas folhas
A natureza fazendo suas escolhas
.
(Lena Ferreira)


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POIESIS

Quando eu sabia voar
Não saía do lugar
Não precisava provar
Que era mais leve que o ar

No tempo que eu era um som
Não precisava de um dom
Não precisava ser bom
Ninguém podia notar

Quando eu era só energia
Em todo lugar eu cabia
Mas sensações não havia
E foi preciso mudar

Então o Verbo criei
O Verbo Sou Eu
Eu Sei
Foi muito bom Me criar

Desde então é Minha meta
É Minha idéia direta
Agora criei o poeta
Pra não parar de criar.

(LCPVALLE - 2006)


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CHORAR EM POESIA


Ando em silêncio,
Meu eu interno se calou.
Está perdido em meio a este tão propenso,
Clima desvairado de dor.


Já não ouço o canto
Tão singela sinfonia
Deu lugar a ledo pranto
Que me acalenta nesses dias.


Torno a ser tristeza
Submersa e vazia
Só me resta a beleza,
De chorar em poesia.


Viviane Ramos


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Oásis

Encontrei você pelo meu caminho
Estendi a mão, e dei todo carinho
Quis saber de você, você se abriu.
Me disse estar triste, e me sorriu!


Me falou do deserto que era a vida
Me Contou que permanecia a ferida
Que nos seus olhos, cegava a areia
Me disse que estava seca sua veia.

Olhou nos meus olhos e me disse
Perdi tanto tempo,mas que tolice!
Você é o oásis que sempre sonhei

Você chegou, refrescou o meu viver
Respirei seu aroma, então me refiz
Não é miragem, você me faz feliz!



ღRaquel Ordones


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A LUZ E O FIM DO TÚNEL

Nunca se soube ao certo
De um povo subterrâneo
Sob um sol de artifício
E em torpor momentâneo

Conta-se como lendas
Histórias em nosso meio
Ninguém sabe sua origem
De onde será que ele veio?

Por quê brotam tais histórias
Do adágio popular?
Por quê tantos têm certeza
Se nunca estiveram lá?

Quem sabe essas idéias
Estejam além da razão?
Além da lenda e do além
Além da imaginação?

Há uma luz no fim do túnel
É o que se costuma dizer
O fim do túnel está próximo
A Luz vai aparecer

Do outro lado da caverna
Há uma Luz sem lanterna
Em cuja Energia Eterna
Todos vão permanecer


A gente se vê por lá!

(LCPVALLE)

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O beijo

quando os lábios sentem
a doçura do sereno
passam a manhã
Sobre a espera da noite.

como quando encostam
aos seus lábios ácidos
e esquentam,
mas não se desfazem
ao relento.

Meu coração de pedra
Como um vulcão adormecido
Palpita, justo, nesse momento.

Clayton Pires


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Um comentário:

Marcia Poesia disse...

Como é bom ser perolada e estar dentre tantas perolas neste mar de jóias que é a pequenos.
Parabéns Kinda o blog está cada dia mais lindo...

Beijos a todos.